Teoria das Cordas

Em seu tempo, Albert Einstein pôde nos iluminar com a sua teoria da Relatividade Geral em 1915. Por incluir a gravidade, ela é útil para explicar os eventos macroscópicos que acontecem no universo, como o comportamento de buracos negros. Entretanto, sua teoria não tem boas aplicações quando se trata do universo microscópico, isto é, do mundo subatômico. Para este, Max Planck criou a teoria da mecânica quântica, que se propõe explicar o comportamento das partículas menores do que o átomo. Até os dias de hoje, ter duas teorias que não dialogam entre si para explicar o universo continua sendo um problema, pois quer dizer que não compreendemos completamente a realidade e tão pouco podemos predizer corretamente seus eventos. Como uma tentativa de resolver este problema, aparece a teoria das cordas, derivativa do trabalho de Theodor Kaluza e Oskar Klein com dimensões extras (além das três espaciais e de uma temporal).

A teoria das cordas é uma teoria proposta na física teórica que busca unificar todas as forças fundamentais da natureza em uma única teoria. Ela sugere que as partículas subatômicas, como elétrons, neutrinos e quarks, são na verdade minúsculas cordas vibrantes, em vez de pontos sem dimensão como se acreditava anteriormente (GREEN; SCHWARZ, 1984).

De acordo com essa teoria, a matéria e as forças da natureza surgem a partir das vibrações dessas cordas em diferentes frequências. Cada frequência de vibração representa uma partícula diferente, e a combinação dessas frequências pode explicar todas as partículas e forças fundamentais conhecidas (GREEN; SCHWARZ, 1984).

A teoria das cordas tem sido objeto de intensa pesquisa na física teórica desde a década de 1980, e embora ainda não tenha sido comprovada experimentalmente, ela tem o potencial de resolver muitos dos problemas não resolvidos da física atual, como a unificação da relatividade geral e da mecânica quântica. A teoria das cordas também tem implicações em outras áreas da física, como a cosmologia, onde pode ajudar a explicar a origem e a evolução do universo (NICOLAE, 2009).

No entanto, a teoria das cordas ainda é objeto de debate na comunidade científica, e muitos físicos argumentam que não há evidências experimentais suficientes para comprovar a teoria. Além disso, a teoria das cordas é muito complexa e matematicamente difícil de trabalhar, por precisar de 11 a 26 dimensões para se sustentar, o que dificulta ainda mais sua validação experimental (GREEN; SCHWARZ, 1984).

Em síntese, a teoria das cordas é uma teoria proposta na física teórica que busca unificar todas as forças fundamentais da natureza em uma única teoria, sugerindo que as partículas subatômicas são na verdade cordas vibrantes em diferentes frequências. Embora ainda não comprovada experimentalmente, a teoria tem o potencial de resolver muitos problemas não resolvidos na física atual e tem implicações em outras áreas da física, como a cosmologia.

Referências:

GREEN, M.; SCHWARZ, J.Anomaly cancellations in supersymmetric D = 10 gauge theory and superstring theory. Physics Letters B, v. 149, n. 2-3, p. 117-122, 1984.

NICOLAE, Sfetcu. Epistemology of String Theory in Quantum Gravity. SetThings, 2019. DOI: 10.13140/RG.2.2.18894.82240. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/340551501_Epistemology_of_String_Theory_in_Quantum_Gravity&gt;. Acesso em: 24. abr. 2023.

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