A medicina é uma ciência e prática que lida com a manutenção e restauração da saúde de seres humanos e animais. Ela abrange uma ampla variedade de áreas, desde a prevenção de doenças e promoção da saúde, até o diagnóstico e tratamento de doenças, bem como a reabilitação após lesões ou doenças.
A história da medicina é longa e complexa, com evidências de práticas médicas desde as antigas civilizações da Índia, China, Egito e Grécia. No entanto, o desenvolvimento da medicina como uma ciência moderna começou a partir do século XIX, com o estabelecimento da medicina baseada em evidências e o crescimento da pesquisa médica (BAYLIS et al., 2012).
Não é possível falar da medicina sem falar de Hipócrates. Hipócrates foi um médico grego que viveu no século V a.C. e é considerado um dos pais da medicina ocidental. Sua obra mais famosa, o Juramento de Hipócrates, é um dos documentos mais importantes da ética médica e ainda é usado como um modelo para a conduta ética na prática médica (REZENDE, 2009).
Hipócrates foi um pioneiro no estudo da anatomia e fisiologia, e defendeu a ideia de que as doenças têm causas naturais, em vez de serem causadas por forças sobrenaturais. Ele também desenvolveu uma abordagem sistemática para a prática médica, que incluía a observação cuidadosa dos sintomas e a coleta de informações sobre o histórico do paciente. Hipócrates deu também muita ênfase no papel da alimentação na saúde e sobre a incidência de doenças (GUSMÃO, 2003).
A relevância de Hipócrates para a medicina é enorme, já que suas contribuições ajudaram a estabelecer a medicina como uma disciplina científica e baseada em evidências. Seu trabalho influenciou a prática médica por muitos séculos e ainda é estudado e admirado por médicos e estudantes de medicina até hoje.
A medicina moderna se desenvolveu a partir da integração da anatomia, fisiologia e patologia, com a descoberta da antissepsia, anestesia e técnicas cirúrgicas avançadas permitindo a realização de cirurgias mais complexas. A descoberta dos antibióticos e a compreensão da genética também revolucionaram a medicina no século XX, permitindo o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças infecciosas e doenças genéticas, o que nos possibilita viver entre 70 e 100 anos, em média.
Atualmente, a medicina é uma disciplina altamente especializada, com muitas subespecialidades e uma ampla gama de técnicas e tecnologias disponíveis para diagnóstico e tratamento. A prática da medicina também é regulamentada em muitos países, com requisitos rigorosos de formação e certificação para garantir a segurança e qualidade do atendimento aos pacientes.
Desde a sua prática nas antigas civilizações como Índia, China, Egito e Grécia, a medicina teve um percurso de desenvolvimento surpreendente. Hoje ela circunscreve áreas como o diagnóstico e o tratamento de doenças, se utilizando de técnicas cirúrgicas avançadas e de antibióticos para o combate a infecções. Se podemos viver até 100 anos hoje em dia, devemos isso a ela.
Referências:
BAYLIS, F. et al. Health care ethics in Canada. 3. ed. Toronto: Nelson Education, 2012.
GUSMÃO, S. História da Medicina: evolução e importância. Rev Med Minas Gerais, v. 13, n. 2, p. 146-152, 2003. Disponível em: <https://www.rmmg.org/artigo/detalhes/1590>. Acesso em: 26. abr. 2023.
REZENDE, J. M. O Juramento de Hipócrates. In: À sombra do plátano: crônicas de história da medicina [online]. São Paulo: Editora Unifesp, 2009, pp. 31-48. Disponível em: <https://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-04.pdf>. Acesso em: 26. abr. 2023.
