Tomás de Aquino (1225-1274) foi um teólogo e filósofo católico italiano, considerado um dos mais importantes pensadores da Idade Média (GILSON, 1955), tendo sido canonizado em 1323 pelo papa João XXII e lhe atribuído o título de “Doutor da Igreja” em 1527. Ele nasceu em uma família nobre na cidade de Aquino, na Itália, e entrou para a Ordem dos Dominicanos aos 19 anos. Tomás de Aquino estudou em Paris e foi discípulo de Alberto Magno, outro importante filósofo medieval.
A filosofia de Santo Tomás de Aquino é conhecida como Tomismo e tem como base a ideia de que a razão humana é capaz de conhecer a verdade tanto sobre a natureza como sobre Deus (LIBERA, 2001). Ele acreditava que a fé e a razão não eram contraditórias, mas complementares, e que ambas eram necessárias para se compreender o mundo e a existência humana.
Uma das principais obras de Tomás de Aquino é a “Suma Teológica”, uma coletânea de textos teológicos e filosóficos que busca conciliar a doutrina cristã com a razão e a filosofia clássica. Em suas obras, Tomás de Aquino abordou temas como a existência de Deus, a natureza da alma, a ética e a política.
Entre as ideias mais importantes do pensamento tomista está a ideia de que Deus é a causa primeira e última de todas as coisas, e que todas as coisas têm um propósito e uma ordem natural. Tomás de Aquino também defendia que a natureza humana era composta por duas partes: a alma e o corpo, e que a moralidade era baseada na busca pelo bem comum e pela virtude (FESER, 2009).
Santo Tomás de Aquino foi um dos pensadores mais influentes da história da filosofia e teologia ocidentais. Sua filosofia e teologia tiveram grande impacto na Igreja Católica e na formação do pensamento medieval e moderno.
Referências:
GILSON, É. The Christian Philosophy of St. Thomas Aquinas. Notre Dame: University of Notre Dame Press, 1955.
LIBERA, A. A Filosofia Medieval. São Paulo: Loyola, 2001.
FESER, E. Aquinas: A Beginner’s Guide. Londres: Oneworld Publications, 2009.
