O Epicurismo é uma filosofia que teve origem na Grécia antiga e foi fundada pelo filósofo grego Epicuro de Samos (341 a.C. – 270 a.C.) (LONG, 1986). De acordo com a filosofia epicurista, o objetivo da vida humana é a felicidade, que é alcançada pela busca do prazer e pela ausência de dor.
O Epicurismo é baseado em três princípios fundamentais: o atomismo, o empirismo e o hedonismo. Segundo o atomismo, a realidade é composta por átomos indivisíveis que se movem no espaço vazio. O empirismo afirma que o conhecimento é obtido por meio da experiência sensorial e que a razão deve ser utilizada para interpretar essas experiências. Já o hedonismo defende que o prazer é o bem supremo da vida e que a dor é o mal supremo (WARREN, 2009).
Para Epicuro, a felicidade é alcançada por meio da busca pelo prazer, mas não qualquer tipo de prazer. Segundo ele:
“[…] alguns prazeres são mais intensos do que outros. Os prazeres diferem não apenas em termos de intensidade, mas também em termos de duração; alguns prazeres duram mais que outros. Os prazeres do corpo podem ser mais intensos, mas tendem a ser fugazes.”Ex. Um a boa refeição.” (NASH, 2008, p. 382-383).
Além disso, os prazeres corporais podem gerar dor quando são levados ao seu extremo. Uma vez que a dor pode cancelar o prazer, Epicuro defende que não é sábio buscar os prazeres do corpo, ao invés, os prazeres da mente são mais desejáveis, embora menos intensos (NASH, 2008).
Dessa forma, o verdadeiro prazer é o prazer racional e moderado, que não causa dor ou sofrimento para si mesmo ou para os outros. Por outro lado, o prazer desenfreado e a busca pelo luxo e pelo poder podem levar à dor e ao sofrimento, e, portanto, devem ser evitados.
Outro aspecto importante do epicurismo é a ideia de que a morte não é algo a ser temido, pois ela representa o fim da dor e do sofrimento. Para Epicuro, a morte não deve ser vista como algo terrível, mas sim como uma parte natural do ciclo da vida.
O epicurismo influenciou muitos filósofos ao longo da história, e sua filosofia ainda é relevante hoje em dia. A busca pelo prazer racional e moderado e a valorização da simplicidade e do equilíbrio são ideias que continuam a ressoar na cultura ocidental contemporânea.
Referências:
LONG, A. A. Hellenistic Philosophy: Stoics, Epicureans, Sceptics. Berkeley, CA: University of California Press, 1986.
WARREN, J. The Cambridge Companion to Epicureanism. Cambridge/Nova Iorque: Cambridge University Press, 2009.
NASH, R. H. Questões Últimas da Vida: uma introdução à filosofia. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p.p. 375-389.
