A filosofia hedonista é uma corrente de pensamento que valoriza a busca pelo prazer e a evitação da dor como os principais objetivos da vida. De acordo com o hedonismo, a felicidade e o bem-estar são alcançados através da maximização do prazer e da minimização da dor.
O hedonismo tem suas raízes na Grécia Antiga, onde os filósofos Epicuro e Aristipo de Cirene foram os principais defensores dessa corrente de pensamento. Para Epicuro, o prazer era visto como a ausência de dor, e a felicidade era alcançada por meio da busca por prazeres simples e naturais, como a amizade, a liberdade e a tranquilidade (EPICURO, 2004). Aristipo, por sua vez, defendia que o prazer era a única medida de valor, e que a busca pelo prazer imediato deveria ser o principal objetivo da vida. O Hedonismo pregado por Aristipo ficou conhecido como Hedonismo Egoísta, enquanto o Hedonismo defendido por Epicuro passou a ser chamado de Epicurismo.
O problema do hedonismo como teoria ética é que se o prazer é a meta final da vida, o prazer pode ser colocado à frente do bem-estar comum da sociedade, tudo valendo para sua satisfação.
No entanto, é importante destacar que existem diferentes interpretações do hedonismo, e nem todos os hedonistas concordam em relação aos princípios e valores fundamentais. Por exemplo, algumas vertentes do hedonismo defendem que o prazer deve ser buscado de forma equilibrada e responsável, evitando excessos e riscos desnecessários (NASH, 2008).
Referências:
EPICURO. Carta sobre a felicidade. Tradução de Ricardo Setti. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2004. 80 p. (Coleção Folha Pensamento & Debate, v. 10).
NASH, Ronald H. Questões Últimas da Vida: uma introdução à filosofia. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p.p. 375-389.
