O Existencialismo é uma corrente filosófica que surgiu no século XX, especialmente na França, e tem como ponto central a análise da existência humana como uma experiência única e individual. De acordo com o Existencialismo, o indivíduo é livre para tomar suas próprias decisões e é responsável pelas consequências dessas decisões. Os três principais filósofos dessa escola de pensamento são Jean-Paul Sartre (1905-1980), Martin Heidegger (1889-1976) e Søren Kierkegaard (1813-1855).
Segundo Jean-Paul Sartre (2002), “a existência precede a essência” (p. 34). Isso significa que, diferentemente de outras entidades, como objetos ou animais, os seres humanos não têm uma “essência” ou “natureza” pré-definida. A essência do ser humano é construída ao longo da vida, através de suas escolhas, ações e experiências.
Por essa razão, a liberdade é um conceito fundamental do Existencialismo. Para Sartre (2002), a liberdade é a “condição primeira da existência humana” (p. 29). Ela se refere à capacidade do indivíduo de escolher suas próprias ações e ser responsável pelas repercussões das mesmas. Segundo a perspectiva existencialista, a liberdade é um fardo, pois obriga o indivíduo a fazer escolhas e assumir responsabilidades.
Outro conceito importante do Existencialismo é a angústia. Søren Kierkegaard (1844/2004) postulou que a angústia refere à sensação de incerteza e insegurança que surge quando o indivíduo percebe a sua própria liberdade e responsabilidade. De acordo com Martin Heidegger (1993), a angústia emerge quando o indivíduo se depara com a possibilidade da própria morte e percebe a transitoriedade da existência humana. Já para Sartre (2002), a angústia é “a consciência da liberdade” (p. 38). Ela surge quando o indivíduo percebe que é livre para fazer escolhas, mas que essas escolhas têm consequências e podem levar a resultados imprevisíveis.
O sentido é um conceito que surge na perspectiva existencialista como uma resposta à angústia e à liberdade. De acordo com Heidegger (1993), o sentido surge quando o indivíduo encontra um propósito para sua existência. Para o Existencialismo, o sentido não é algo dado ou pré-definido, mas sim algo que o indivíduo deve construir através de suas escolhas e ações.
Conclui-se, que o Existencialismo é uma corrente filosófica que coloca o indivíduo como um ser livre e responsável por suas próprias escolhas e ações. A angústia, a liberdade e o sentido, inerentes à condição humana, são conceitos fundamentais do Existencialismo, que enfatiza a singularidade da existência humana e a importância de encontrar um propósito para a vida.
Referências:
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Petrópolis: Vozes, 1993.
KIERKEGAARD, Søren. O Conceito de Angústia. São Paulo: Martins Fontes, 1844/2004.
SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada. Petrópolis: Vozes, 2002.
