O Cristianismo, uma das maiores e mais influentes religiões do mundo, tem uma rica história que remonta a mais de dois milênios. Com base nas crenças centradas na vida e ensinamentos de Jesus Cristo, essa fé tem moldado culturas, sociedades e indivíduos ao longo dos séculos.
Bíblia: Divisão e Composição
Suas Escrituras Sagradas estão compiladas na Bíblia, um livro com mais de 5 bilhões de cópias vendidas, sendo o mais vendido do mundo. Ela é um conjunto de livros históricos, poéticos e proféticos, datando de 1.500 antes de Cristo a 100 depois de Cristo e divididos entre o Antigo e o Novo Testamento (DUARTE, 2017). Não há um consenso sobre quantos livros a Bíblia contém, uma vez que a Bíblia protestante, como a versão do Rei James, contém 66 livros, enquanto a Bíblia católica contém 73 e a Bíblia etíope contém 81 livros. Na versão protestante, por exemplo, o Antigo Testamento é composto por 39 livros e o Novo Testamento por 27 livros. A razão dessa diferença é que algumas denominações cristãs entendem alguns desses livros como apócrifos. A palavra apócrifo nada mais significa do que oculto ou escondido, mas as igrejas interpretam os livros apócrifos como não inspirados por Deus. Nesse sentido, existem mais livros bíblicos apócrifos do que canônicos.
Evangelhos
No cerne do Cristianismo está a figura de Jesus Cristo, acreditado pelos seguidores como tendo sido gerado através de concepção imaculada, como sendo o Filho Unigênito de Deus e o Salvador ou Messias da humanidade. Seus ensinamentos, enfatizando o amor, a compaixão e o perdão, estão registrados nos Evangelhos do Novo Testamento da Bíblia. Os quatro Evangelhos sinóticos aceitos como cânone oficial são os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Parábolas
É também nos evangelhos que estão contidas as famosas parábolas de Jesus, pelas quais ele transmitia ensinamentos de maneira alegórica. Dentre as mais famosas, estão: a parábola do Filho Pródigo, a parábola da Ovelha Perdida, a parábola do Bom Samaritano, a parábola do Trigo e Joio e a parábola do Grão de Mostarda. O Sermão da Montanha, por exemplo, é um trecho fundamental que reúne muitos dos princípios morais que orientaram a ética cristã (MEUNIER, 2005).
Catolicismo e Reforma Protestante
Através dos séculos, o Cristianismo passou por diversas fases e ramos. A Igreja Católica Romana, com sua hierarquia eclesiástica e ensinamentos dogmáticos, desempenhou um papel central na Europa medieval, influenciando a cultura, a política e a educação. A Reforma Protestante do século XVI, liderada por figuras como Martinho Lutero e João Calvino, questionou as práticas da Igreja Católica e resultou na criação de várias denominações protestantes, cada uma com ênfases teológicas únicas (DE MATOS, 2011).
O Cristianismo também se espalhou para outras partes do mundo através da colonização e campanhas missionárias, como o Cristianismo Ortodoxo no leste europeu e Etiópia e o Cristianismo Evangélico nas Américas. Hoje, é praticado em diversas formas, contemplando as seguintes denominações: Católica, Batista, Pentecostal, Anglicana, Adventista do Sétimo Dia, Testemunha de Jeová e Mórmon.
Além de suas dimensões espirituais, o Cristianismo também influenciou a arte, a filosofia e a ética ao longo da história. Obras de arte como “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci e a arquitetura das catedrais góticas são exemplos notáveis do impacto da religião na criatividade humana.
Conclusão
Em um mundo em constante mudança, o Cristianismo continua a ser uma força espiritual e cultural significativa. Suas crenças e valores fundamentais têm desempenhado um papel crucial na formação das sociedades e na busca de significado e propósito por inúmeros indivíduos ao longo dos séculos.
Referências
DE MATOS, A. S. A Reforma Protestante do Século XVI. Vox Faifae: Revista de Teologia da Faculdade FASSEB, v. 3, n. 1, p. 1-20, 2011. Disponível em: <http://www.faifa.edu.br/revista/index.php/voxfaifae/article/view/24>. Acesso em: 03. fev. 2025.
DUARTE, Gedeão Paulino. Concepções da Bíblia na Comunidade Ortodoxa e Liberalista. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 1, n. 2, p. 148-158, 2017. Disponível em: <https://www.nucleodoconhecimento.com.br/ciencia-da-religiao/concepcoes-da-biblia>. Acesso em: 03. fev. 2025.
MEUNIER, B. O Nascimento dos Dogmas Cristãos. São Paulo: Loyola, 2005.
