O Siquismo (também escrito Sikhismo), uma das mais jovens religiões do mundo, emergiu entre os séculos XV e XVI no subcontinente indiano, marcando uma revolução espiritual conduzida por Guru Nanak (OLIVEIRA, 2019). Este movimento religioso, enraizado na região do Punjab, é caracterizado por uma síntese única de tradições hindus e islâmicas, embora transcenda suas influências para formar uma identidade espiritual singular.
No cerne do Sikhismo está a crença em um Deus único e transcendente, que permeia e transcende toda a criação. Os princípios fundamentais da fé Sikh são encapsulados nos ensinamentos dos dez Gurus, sucessores de Guru Nanak, cujas palavras são consagradas no Guru Granth Sahib, o texto sagrado dos Sikhs (ROCHA, 2015). A escritura é venerada como a encarnação do Guru final, um guia espiritual e fonte de inspiração.
Alguns dos princípios fundamentais são os conceitos de “Seva” (serviço altruísta) e “Simran” (meditação constante), que são considerados meios essenciais para atingir a união com o divino ou mukti, liberação. A igualdade é inerente ao Sikhismo, refletida na prática de langar, uma refeição comunitária servida gratuitamente a todos, independentemente de suas castas e origem social (OLIVEIRA, 2019).
O código de conduta Sikh, conhecido como “Rehat Maryada” (KAUR; SINGH, 1971), orienta os seguidores em sua jornada espiritual e social, promovendo valores como honestidade, humildade e compaixão. O Khalsa, uma ordem militar criada por Guru Gobind Singh, simboliza a dedicação absoluta à fé e a defesa dos oprimidos.
O Sikhismo, com sua ênfase na igualdade, justiça e serviço desinteressado, continua a influenciar não apenas a vida religiosa, mas também contribui para um entendimento mais amplo da diversidade religiosa e cultural. Seu legado é uma narrativa vibrante que transcende fronteiras e promove a busca da verdade e da justiça como valores universais.
Referências
KAUR, K.; SINGH, I. Rehat Maryada: A Guide to the Sikh Way of Life. Sikh Cultural Society, 1971. Disponível em: <https://nsouk.co.uk/wp-content/uploads/2013/11/Rehat_Maryada.pdf>. Acesso em: 12. jan. 2024.
OLIVEIRA, M. S. R. de. Ioga e espiritualidades sul-asiáticas:reflexões sobre história(s) e percepçõesda presença sique na América Latina. Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 50, n. 2, p. 199–234, 2019. Disponível em: <https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7008623.pdf>. Acesso em: 12. jan. 2024.
ROCHA, A. P. X. da. Organização e representação do conhecimento em religiões não cristãs na classificação bibliográfica de Bliss. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: <https://www.unirio.br/unirio/cchs/eb/arquivos/tccs-acima-de-9/TCC-%20ANA%20PAULA%20XAVIER%20DA%20ROCHA.pdf>. Acesso em: 12. jan. 2024.
